Instruções Técnicas para a Exploração Florestal de Impacto Reduzido PARTE II

floresta_nativa

Olá caros colegas engenheiros (as) florestais de todo Brasil…

Hoje daremos continuidade na segunda parte da  série de Instruções Técnicas para Exploração Florestal de  Impacto  Reduzido voltado para Floresta Nativa, especificamente para Floresta Amazônica.

Como todos sabem, na primeira parte desta série, abordamos a importância de um bom planejamento para o êxito da Exploração Florestal de Impacto Reduzido. Também vimos a diferença entre exploração florestal de impacto reduzido e a  exploração florestal convencional.

Nesta segunda parte da série, iremos abordar as Atividades Pré-Exploratórias dentro de um Projeto Florestal voltado para Florestal Nativa.

Dentro das atividades pré-exploratórias, estão inseridas as seguintes atividades: Delimitação da UT (Unidade de Trabalho), inventário florestal 100%, trato silvicultural pré-exploratório, inventário contínuo, processamento dos dados, criação de mapas da área a ser manejada e principalmente o Planejamento da Infraestrutura.

A delimitação da UT permitirá mapear aspectos físicos, topográficos, contribui de forma significativa para execução do inventário florestal 100%, a forma da UT poderá ser quadrada ou retangular, lógico dependendo dos aspectos da área que você irá manejar, vale ressaltar colegas que o Manejo Florestal para floresta nativa, não é “receita de bolo”, pois cada área tem as suas características.

É recomendando delimitar uma UT de forma quadrada ou retangular, geralmente 1000 m x 1000 m (100 há). Sempre que possível, a UT deve ser planejada de modo que dois dos seus lados fiquem posicionados no sentido Norte-Sul, e os outros dois no sentido Leste-Oeste, isso facilitará a manutenção as estradas. A UT deverá delimitada por meio de abertura de trilhas, as quais deverão ter 1 m de largura.

É definido o ângulo que dará o rumo da primeira trilha, a ser aberta (Trilha Base), a trilha base servirá para à abertura das demais trilhas. A cada 50 m  da trilha base devem ser inseridos piquetes, onde deverão ser marcadas as respectivas metragens. Após isso, deve-se obter um ângulo de 90° em relação a mesma sobre o qual será aberta a trilha de orientação.

A cada 25 m da trilha de orientação devem ser colocados piquetes, onde também deve-se marcar as metragens. Ao final da trilha, a equipe deve se deslocar lateralmente 50 metros até a próxima baliza, de onde deve abrir uma nova trilha em direção à cabeceira. A numeração deve, portanto, ser feita inversamente.

Os equipamentos a serem utilizados para esta atividade são: GPS,  bússola, trena de 50 m, facão com bainha, clinômetro, lápis, estaca, caderneta de campo, EPI’S.

Na próxima parte desta série, iremos falar sobre o Inventário Florestal 100%. Obrigado e Abraços Florestais.

 

 

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