Instruções Técnicas para a Exploração de Impacto Reduzido PARTE III

Olá caros colegas OLYMPUS DIGITAL CAMERAengenheiros (as) florestais de todas as regiões do Brasil!

Hoje daremos continuidade a terceira parte da  série de Instruções Técnicas para Exploração Florestal de  Impacto  Reduzido voltado para Floresta Nativa, especificamente para Floresta Amazônica.

Nessa terceira parte da série, quero abordar o Inventário Florestal 100%. Não quero expor só o que aprendemos na universidade, o que lemos em artigos científicos relacionados ao assunto, mas nas minhas experiências como consultor florestal aqui na região Amazônica, especificamente onde atuo: Transamazônica – BR 230 –  Estado do Pará.

O inventário florestal 100% está inserido nas atividades pré-exploratórias. Logo o inventário florestal é de grande relevância para o sucesso da execução do Plano de Manejo Florestal Sustentável e do Plano Operacional Anual – POA.

Um dos primeiros aspectos para verificar se a implantação de um projeto de manejo florestal é viável para determinada área, lógico além da questão documental é confirmar se a área possui Potencial Madeireiro. Verificado e confirmado que há na área espécies madeireiras de importância econômica, poderemos PLANEJAR  o nosso inventário florestal. Todos  sabemos que o inventário florestal é definido como : O Levantamento Quantitativo e Qualitativo de uma  Floresta. Um ótimo inventário florestal deve conter as seguintes variáveis:

Espécie: Devem ser inventariadas todas as espécies madeireiras que ocorrem na área (comerciais ou não), durante o processamento dos dados iremos categorizar as espécies em : Explorar, remanescentes, matriz e protegidas por lei. É importante estarmos atentos à legislação quanto a essa classificação.

DAP : O famoso Diâmetro à Altura do Peito, que deve ser medido a 1, 30m do solo. Sempre determino nos meus inventários a medição do DAP  a partir de 10 cm abaixo do DMC (Diâmetro Mínimo de Corte) que é de 50 cm , ou seja o levantamento do DAP é feito em espécies que atingiram 40 cm de DAP. Logo essas espécies serão categorizadas como remanescentes durante o processamento dos dados.

Altura: Outra variável de grande valia, nessa variável iremos determinar a altura comercial e altura total da espécie . Outra dica importante em relação ao levantamento dessa variável, é determinar uma altura máxima de 25 metros de altura comercial para seu levantamento. Por que ? Muitos órgãos ambientais que licenciam o manejo florestal em nossa região, jamais liberam explorar árvores comerciais que atingem 30 – 35 metros de altura, parece brincadeira. Mas sempre me surpreendo nas vistorias que vou, como é rica a nossa floresta amazônica. Lógico por um lado concordo com eles. Vale ressaltar que a altura é estimada.

Coordenadas x e y:  São as coordenadas que determinam a localização das árvores, essa informação é muito importante, pois através dela que é gerado o nosso Mapa de Estoque e Colheita.

 Qualidade de Fuste: Classificamos em QF: 1, 2 e 3 onde:

QF1: Essa qualidade de fuste terá cerca de 80-100% de aproveitamento;

QF2: 50-79% de aproveitamento;

QF3: <50 % ( não tem valor comercial);

É interessante no seu inventário levantar as 3 qualidades, no entanto apenas fuste 1 e 2 de fato, será mais proveitoso para a indústria.

Todas a informações do inventário  deve ser repassadas para uma ficha, para posterior processamento dos dados, que é realizado por nós Engenheiros (as) Florestais), eu disse Engenheiros (as) Florestais, NÃO AGRÔNOMOS!!! RSRS( Só para descontrair).

Além dessas informações, realize o Micro-zoneamento dentro da sua área de manejo, tipo: Topografia, APP, desmate, entre outras coisas. Estas informações lhe darão base para posterior planejamento da sua Infra-estrutura (Estradas e pátios).

Os equipamentos a serem utilizados para esta atividade são: Facão, lápis, plaquetas de alumínio (numeradas), pregos de alumínio, bússola, trena, planilhas para inserir as informações  e lógico os EPI’S para os colaboradores.

Colegas florestais,  quero deixar essas recomendações aqui para todos, como disse antes essas instruções são baseadas no que tenho vivenciado, não está só baseado no que sabemos e aprendemos na universidade, então não basta só ler um material. Procure por em prática e vivenciar suas próprias experiências, cada área tem sua característica. Como eu já disse anteriormente “Manejo Florestal não é receita de bolo”.

Muito obrigado e Abraços Florestais, qualquer dúvida me enviem um e-mail: rafaelcostapedroso@gmail.com

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